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terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Lobo em pele de ovelha
Olhando a imagem acima temos, ainda que tênue, uma visualização do que Jesus disse a respeito dos lobos que se apresentariam no meio do rebanho vestido de pele de ovelhas. Ficamos com a impressão de quanto cuidado deve ter os que servem a Cristo com fidelidade da ameaça que representa esta realidade. Ninguém está imune. Nenhum rebanho estar isento de, num dado momento, ter adentrado em seu meio pessoas que interiormente são lobos ferozes mas por fora são ovelhas dóceis e mansa, e enganando a muitos. O Senhor Jesus advertiu seus discípulos e mostrou qual deveria ser os cuidados que deveria tomar sua igreja frente a esta realidade, "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas" Mt 10.16.
.
O apóstolo Paulo em sua despedida da igreja que estava na cidade de Éfeso (Ásia Menor) faz a mesma advertência porém elevando-a para o meio eclesiástico, "Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue. Eu sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si. Portanto vigiai, lembrando-vos de que por três anos não cessei noite e dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós", At 20.28-31. Não temos nós desta geração, mas do que nunca, testemunhado tão dolorosa realidade? Não temos visto quanto estrago tem sido praticado no meio do rebanho do Senhor por causa desses lobos devoradores? Portanto, a exortação do Nosso pastor Jesus é mesma para nós desses últimos dias da igreja de Cristo na terra.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Homenagem
Da esquerda para a direita Pr. José Carlos de Lima (Presidente da AD Paraíba), Pb. José Antônio, Ev. José Batista da Silva, Ev. Walter Melo, Pr. Luiz de Gonzaga e Silva (Pr. da AD Sapé / Pb), Pb. Junior Mendes da Silva, Pr. Rosildo Ferreira da Silva, Ev. Paulo de Oliveira
Aniversário de 90 anos do Evangelista Paulo de Oliveira - Rio Tinto / PB
Aniversário de 90 anos do Evangelista Paulo de Oliveira (Rio Tinto / PB). Da esquerda para a direita (Pb. Luiz Gonzaga Filho, Pb. Junior Mendes da Silva, Ev. Fábio Luiz, Ev. José Batista da Silva, Ev. Paulo de Oliveira(aniversariante), Pr. Luiz de Gonzaga e Silva - da cidade de Sapé / PB
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A revelação de Jesus Cristo
É consenso
comum entre boa parte dos estudiosos da Bíblia que o versículo chave do apocalipse
encontra-se logo no início do livro ‘Revelação de Jesus Cristo’ (1.1). Podemos
então inferir que se trata da revelação de Jesus Cristo dada por Ele mesmo a
João, ou seja, Jesus revelando-se a si mesmo em seu estado de glória ao
apóstolo do amor. Vários são os aspectos de Cristo nesta aparição e cada
aspecto tem um ou mais significados que denotam o Cristo em glória. “João viu
Jesus Cristo em um estado glorificado similar, na sua transfiguração (Mt 17.2),
e havia visto o seu corpo ressurreto depois que Ele ressuscitou, até a ascensão
(Jo 20; At 1.2-11). Nesta visão, o véu foi afastado, e João viu aquele a quem
conhecera em carne”. [1]
Semelhante ao Filho do Homem – Este
aspecto do Cristo glorificado demonstra sua perfeita humanidade, o verbo
encarnado tornara-se perfeitamente humano, por isso a conclusão: Jesus Cristo é
perfeitamente Deus e tornara-se, em sua encarnação, perfeitamente homem. O
Senhor Jesus várias vezes em seu ministério terreno referiu-se a si mesmo como
o Filho do Homem (Mt 9.6; 10.23; 11.19; Lc 6.5; 9.22; Jo 3.13,14). Esta
expressão também denota o Cristo exaltado e está relacionado à mesma expressão
usada pelo profeta Daniel (Dn 7.13-15) onde fala do governo do Messias sobre
todas as nações (Dn 7.14,15; Fp 2.9-11; Ap 17.14). “Filho do homem é uma tradução semítica para ser humano. Daniel viu um como o filho do homem, o que significa
que o que ele viu não era, na verdade, um homem, mas a representação perfeita
da humanidade”. [2]. Portanto, a humanidade perfeita de Cristo, sua exaltação e
seu governo sobre as nações são caracterizadas neste aspecto do Senhor visto
por João, o apóstolo.
Vestido até aos pés de uma veste comprida e
cingido pelo peito com um cinto de ouro – A semelhança do sumo sacerdote da
Antiga Aliança Jesus aparece na visão vestido por uma longa veste (Êx 28.4),
esta é a aplicação aceita entre a maioria dos estudiosos bíblicos. Porém a
outras aplicações para este aspecto principalmente no que se refere ao cinto
cingindo o peito que era usado por trabalhadores daquela época significando que
sua atividade estava concluída, ou seja, enquanto trabalhava o trabalhador
usava o cinto ao redor da cintura e quando concluía seu trabalho o cingia no
peito dando mostras que sua tarefa estava terminada. Cristo concluiu a obra da
Salvação no Calvário. O ouro simboliza a realeza, o poder e a autoridade de
Cristo sobre todas as coisas. As vestes brancas simbolizam também a santidade
de Deus. Jesus é o nosso Sumo Sacerdote que adentrou aos céus, “Porque nos
convinha tal Sumo Sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos
pecadores, e feito mais sublime que os céus” (Hebreus 7.26).
Cabeça e cabelos brancos como a neve, como
a lã branca – Esta imagem está relacionada à mesma de Daniel 7.9 onde diz
que “um ancião de dias se assentou” no trono. Esta simbologia refere-se à
eternidade de Deus. A Bíblia diz que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e
eternamente” (Hb 13.8). João havia contemplado esta mesma aparência gloriosa de
Cristo em sua transfiguração no monte (Mt 17.2). “As descrições demonstram a
pureza e imortalidade, tanto de Deus-Pai como do Deus-Filho” [3]. Este aspecto
também simboliza a dignidade do Cristo vivo, pois cabelos brancos representam
dignidade acrescentada pela idade.
Os olhos como chama de fogo – Fogo nas
escrituras geralmente denota justiça divina, julgamento de Deus sobre o pecado.
Um dia, toda obra que alguém tenha feito no reino de Deus passará no ‘crivo’
deste olhar como chama de fogo para
saber se subsistirá ao teste da justiça de Cristo (I Co 3.12-15). “Isso indica
Sua justiça, assim como Seu juízo sobre todas as coisas impuras” (Dn 10.6; I Co
3.13) [4].
Pés semelhantes ao latão reluzente –
Este aspecto simboliza respeito, poder e domínio sobre todas as coisas. Todas
as coisas estão debaixo dos pés de Cristo (I Co 15.25).
Sua voz, como a voz de muitas águas –
reflete a abrangência e a força da voz divina na revelação. A Bíblia diz que “A
voz do Senhor ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; O Senhor está
sobre as muitas águas. A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de
majestade” (Salmo 29.3,4). Este aspecto de Cristo glorificado, entre outros,
serve pra mostrada sua deidade e sua plena igualdade com o Deus-Pai, pois o Pai
na antiga aliança havia se manifestado com esta mesma voz ao profeta Ezequiel, “Eu
vi a glória do Deus de Israel que vinha do oriente. A sua voz era como a voz de
muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória” (Ezequiel 43.2).
Da sua boca saía uma aguda espada de dois
fios – A palavra de Deus é representada nas Sagradas Escrituras como a
Espada do Espírito, “Tomai também... a espada do Espírito, que é a palavra de
Deus” (Ef 6.17). Mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes que tem o
poder de penetrar até a divisão da alma e do espírito humano (Hb 4.12). Isaías
acerca do Messias diz “E fez a minha boca como uma espada aguda...” (Is 49.2).
“As palavras do Messias vindouro seriam como uma espada afiada que penetra na
consciência de todo aquele que as ouvir” [5]. Portanto, esta longa e afiada
espada de dois gumes que sai da boca do Cristo glorificado representa o poder e
o juízo que é promovido pela Palavra de Deus ao entrar no profundo do coração
do ser humano.
Seu rosto como o sol em toda a força –
Revela a majestade e a glória do Deus-Filho. João havia contemplado o seu rosto
desfigurado pelo sofrimento na ocasião do seu martírio, marcado pelos cravos da
coroa de espinhos que estava em sua fronte. O profeta Isaías acerca deste
acontecimento fala do Messias como alguém que “... não tinha formosura nem
beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o
desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e
experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto,
era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Is 53.2,3). Agora, o seu rosto
brilhava como o sol em sua plena força revelando a majestosa beleza do Cristo
glorificado. E chegará o dia em que todos os seus santos o verão assim como Ele
é (I João 3.2). Maranata! Ora vem Senhor Jesus!
[1] Bíblia de Estudo Defesa da
Fé. Rio de Janeiro, CPAD, 2010. Pg. 2013
[2] O NOVO COMENTÁRIO BÍBLICO
ANTIGO TESTAMENTO. Rio de Janeiro, EDITORA CENTRAL GOSPEL, 2010. Pg. 1286
[3] O NOVO COMENTÁRIO BÍBLICO
NOVO TESTAMENTO. Rio de Janeiro, EDITORA CENTRAL GOSPEL, 2010. Pg. 760
[4] Ibidem.
[5] Bíblia de Estudo Pentecostal.
Rio de Janeiro, CPAD, 1995. Pg. 1049
terça-feira, 10 de abril de 2012
O arrependimento de Deus
Então se arrependeu Deus de ter
feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. (Genesis 6.6)
No principio criou Deus os céus e a terra, e tudo que neles há, e dentro
dessa criação está a mais perfeita e singular obra, a qual é o ser humano, o
homem. O ser humano é a mais grandiosa criação de Deus, sendo semelhança e
imagem do Próprio (Genesis 2.26). Tudo o que existe na terra, céu e mar, foram
criados pela ação da palavra de Deus (Genesis 1.3 em diante), mas, o homem foi
projetado, formado e criado pelas próprias mãos de Deus Pai, Filho e Espirito
Santo (Genesis 1.6; 2.7). O homem tem
algo que lhe diferencia dos demais seres viventes, o qual é o sopro da vida,
que significa uma parte de Deus dentro do ser humano. Deus investiu tempo,
confiança e vida em sua criação chamada homem, Deus projetou lugar e condições
de vida e existência para o homem, suprindo suas necessidades físicas e
espirituais (Genesis 2.9, 15-17, 21-25). Mas, o tempo passou, e o mal que já
existia mesmo antes das criações dos mundos, retratado na pessoa angiológica de
lúcifer (satanás) (Isaias 14.11- 23) entra agora em ação, tendo em vista que
perdeu lugar junto de Deus (Ezequiel 28.11-19), pois queria ser maior que Deus,
investe agora contra a criação de Deus, tendo como alvo principal o homem, e de
uma forma estratégica e oportunista, satanás consegue através da sagaz fraqueza
da serpente, uma das criaturas de Deus, consegue chegar e enganar o homem, a
mais perfeita e sublime criação de Deus, pois aonde satanás chega, traz
prejuízo e problemas, pois não foi diferente com o primeiro homem, Adão, foi
enganado ele e sua mulher Eva (Genesis 3.1- 6.6), pois satanás foi, é e sempre
será responsável por todos os males que possa surgir na terra, e desse engano
de Adão em diante, surgiu a passagem (Então se arrependeu o Senhor de ter feito o homem na terra, e isso lhe
pesou no coração (Genesis 6.6), passagem a qual muitos não entende, e não
interpretam como convém interpretar , e satanás sabendo disso lançou a falsa
interpretação, que o homem causou tristeza e arrependimento a Deus, e de uma
forma sincrética e subliminar, satanás lança a Idea que a mais sublime e
perfeita criação de Deus, não e tão perfeita e sublime assim, dizendo então que
Deus falhou em sua criação, e que o homem na verdade só trouxe tristeza e
descontentamento para Deus, e isso é uma mentira descabida de satanás , pois
ele mente de varias formas , mente desde o principio, mente tão bem que parece
ser verdade, mente tão bem, que chega até a confundi os mais ilustre doutores
da lei, como por exemplo, Gamaliel. A
bíblia não deve ser interpretada de uma ótica lógica e física, e sim de uma
visão espiritual na pessoa do Espirito Santo, pois a própria palavra de Deus explica ela mesma, basta termos disposição
para examina-la e estuda-la, em oração e verdade, e com certeza Deus nos dará o
entendimento.
A palavra arrependimento nesta passagem
de Genesis 6.6, em original Hebraico significa “Tristeza”, Em nossa língua
“arrependimento”, tristeza ou arrependimento do ponto de vista humano e lógico,
é algo que não é bom e agradável de ter, pois estamos acostumados a interpretar
tudo que vimos e ouvimos a cerca da bíblia ou de Deus, do ponto de vista atual
e natural, e ai erramos, pois Deus não se explica ou se entende, com raciocínio
lógico e minado por uma cultura naturalista, emocional, carnal e muita das
vezes diabólicas, então precisamente nessa passagem que está em discursão,
existe dois tipos de interpretação, a Natural
e a Espiritual, pois o entendimento
e raciocínio humano a cerca dessas duas palavras “tristeza e
arrependimento”, e diferente da
interpretação de Deus, pois quando tentamos interpretar a palavra de Deus de um ponto de vista
natural, racional e lógico, não deixamos lugar para a verdadeira interpretação,
que só se da por meio da interpretação Espiritual, mas como entender e afirma
tal assunto, somos humanos, mas devemos interpretar a palavra de Deus de uma
forma espiritual, pois a ciência explica do ponto de vista dela o principio de
tudo, e em nenhum momento reconhece Deus como autor e criador de todas as
coisas, mas vejamos:
Humana:
o humano é orgulho, egoísta, tem limites, regras, leis e tempo (Eclesiastes
3), e costuma explicar Deus de um ponto de vista natural e lógico.
Deus: È o EU SOU, existe por
si só, não tem limites, regras, leis e tempo, e é explicado e entendido de uma
forma espiritual, por fé, pela Bíblia.
Mas Genesis 6.6 diz que Deus se
entristeceu e se arrependeu de ter feito o homem, é nesse momento que temos que
interpretar de uma forma espiritual, o assunto em pauta, pois o diabo está
sempre pronto para nos enganar, e nos fazer interpretar de maneira errada a
palavra de Deus, pois quando o versículo diz que Deus se arrependeu e se
entristeceu de ter feito o homem, e porque Deus viu que o homem foi enganado
pelo diabo, e agora iria sofrer todas as consequências previstas para tal
engano. Deus não queria que sua criação sofresse todas aquelas
consequências, Deus poderia ter livrado
a sua criação de todos os males que até hoje assolam a sua criação, mas ele não
livrou diretamente, pois da mesma forma que é misericordioso e bondoso, é justo, e o senso de justiça de Deus, não
livrou diretamente o homem das tais consequências, pois mas tarde faz uma
promessa a respeito do grande livramento
eterno , oferecido e homologado por Jesus o Filho de Deus , então entendemos e
compreendemos que Deus jamais se
arrependeu e entristeceu de ter feito o homem, pois tal arrependimento e
tristeza se deu pelo fato, que o homem
iria a parti do tal engano, sofrer todas as consequências.
O diabo tentou, e tenta de todas a
formas tirar a importância de Adão a criação de Deus, pois a importância e
influência de Adão é fundamental para fé cristã e obra de Cristo, pois Adão lembra
limites, engano e necessidade de Deus e salvação, e o diabo sabendo dessas
verdades tentou e tenta colocar o homem contra Deus, trazendo a mente do homem
que somos uma criação que não deu certo um projeto que trouce prejuízo, mas ele
perdeu , pois Jesus já veio e nos deu a
grande vitória, pois Jesus é o Adão que não foi enganado, o diabo bem que
tentou, na grande tentação, mas ele perdeu, pois Jesus o adão que não foi
enganado estava preparado; com essas verdades termino minha participação por
esse momento, lembrando que você e a
melhor obra das mão de Deus, e que Ele está feliz por ter criado você. Basta
somente reconhecer e interpretar o que Deus tem para você fica na Paz do senhor
Jesus.
Dc. Daniel Rego
Daniel do Rego é colaborador do Blog Pb. Junior Mendes
segunda-feira, 2 de abril de 2012
A lembrança do passado: Um aparente paradoxo bíblico.
Para este assunto
vamos tomar como base dois versículos da Palavra de Deus: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas”
(Isaías 43.18) e “Lembrai-vos das coisas
passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há
outro semelhante a mim” (Isaías 46.9). À primeira vista estes versículos
parecem gerar um forte paradoxo. Afinal, o povo de Deus deveria ou não lembrar do seu passado? Deveria ou não Israel voltar suas lembranças nos tempos
antigos? É bíblico ou não um crente lembrar das grandezas que Deus realizou
durante a história passada da igreja na qual congrega? Esta aparente
contradição bíblica é resolvida quando analisamos cada um desses versículos
dentro do seu contexto.
Confesso que preocupa-me o fato de alguém querer ignorar os acontecimentos grandiosos ocorridos na história da igreja. Como se lembrar dessas coisas não fizesse
sentido algum para a fé do povo de Deus. Vez por outra ouvimos irmãos esbravejarem do púlpito: “Quem vive do passado é museu”.
Confesso que em minha ignorância já disse isso algumas vezes. Porém, pergunto,
esta afirmação está correta no sentido na qual é colocada pelos pregadores?
Precisamos mesmos esquecer as realizações miraculosas que Deus tão bondosamente
realizou em nosso meio, e não mais falarmos delas sob o risco de parecermos
saudosistas? Erra o irmão ou a irmã que se põe a fazer uma analogia entre o
estado da igreja de outrora com o que temos vivenciado hoje? Creio
que não. Não podemos esquecer a memória de nossa igreja. Não devemos reprimir
as lembranças dos que viveram tempos de intenso avivamento na Casa do Senhor.
Com muita propriedade disse certo pensador: “Um povo sem memória, sem passado, é um povo sem futuro”.
Confesso que alegra-me o coração ouvir os irmãos mais velhos relatarem as manifestações que o
Senhor operava, e a freqüência com que Ele operava num passado próximo. Tais
relatos servem para que possamos verificar nossa ‘temperatura’ espiritual de
hoje com a que foi vivida por estes irmãos outrora. Não quero com isto dizer
que Deus não opera hoje, de forma alguma. Ele opera sim, pois “Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente”
(Hebreus 13.8) e como disse o grande legislador de Israel, Moisés: “... sim, de eternidade a eternidade, tu és
Deus” (Salmo 90.2). Contudo, em alguns momentos fico com a impressão de que muito do que está acontecendo hoje durante a celebração do culto nas igrejas, e é apresentado como uma ação divina, tem muito
mais de homens do que de Deus. Tem muito mais emocionalismo da carne do que
santas emoções produzidas pelo Santo Espírito. Então, é natural que aqueles que viveram e presenciaram num passado recente as operações de Deus no meio do Seu povo, a dimensão e a freqüência com que ocorriam estas manifestações divinas, há de estranhar algumas manifestações de hoje e sentir
falta do mover do Espírito Santo na igreja de Deus como ocorria antes. Não
vamos entrar em detalhes, mas em muito lugares tem ocorrido coisas 'bem estranhas' durante a celebração do culto, as quais são tidas como operação do Espírito Santo.
Olhando os
relatos do final do êxodo na ocasião em que Josué e o povo de Israel atravessaram
o rio Jordão a pés enxuto (Josué cp. 3), no grande milagre da travessia do
Jordão, para entrarem na terra prometida, encontramos uma ordem expressa de
Deus a Josué para que ele separasse doze homens dentre os filhos de Israel, um
de cada tribo, para que estes levantassem cada um uma pedra de dentro do rio
Jordão, do lugar aonde havia pisado os pés dos sacerdotes no meio do rio, e
estas pedras deveriam ser arrumadas num monumento na outra margem do rito e
posteriormente na cidade de Gilgal (Josué 4.1-5,8-9,20). Mas qual a razão para
tal ordem? Por que Deus queria um monumento de pedras tiradas do rio erguidas
num local determinado por Ele? A resposta a estas questões está no final do
versículo que diz: “... assim que estas
pedras serão sempre por memorial aos
filhos de Israel” (4.7) e também quando diz: “... Quando no futuro vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo:
Que significam estas pedras?, fareis saber aos vossos filhos, dizendo: Israel
passou em seco o Jordão...Para que todos os povos da terra conheçam a mão do
Senhor que é forte, para que temais ao Senhor, vosso Deus, todos os dias”
(4.21-24). Eis aí a razão. Deus não desejava que as futuras gerações do seu povo
Israel esquecessem do que Ele havia operado naquele dia em favor dos
Israelitas. O Senhor estava estabelecendo um memorial, para onde as futuras
gerações dos filhos de Israel deveriam voltar seu olhar e lembrar do grande
poder do Senhor Jeová, a fim de temerem sempre ao Senhor e fortalecerem a sua fé
Nele. “Um monumento de pedras era freqüentemente usado para relembrar às gerações futuras a respeito
do livramento divino e da sua graça para com o seu povo. O crente de hoje pode
escolher certas coisas ou lugares como memoriais para relembrar as grandes coisas que Deus fez por eles...” (1).
Portanto, neste contexto o Senhor faz questão que seu povo não esqueça dos
milagres e maravilhas que Ele operou no passado, a fim de que a fé do crente
seja fortalecida e este saiba que o mesmo Deus que operou antigamente é o mesmo
que pode operar hoje. Por isso ele diz: “Lembrai-vos
das coisas passadas...” através do profeta Isaías ao povo de Judá que iria
para o cativeiro babilônico, mas precisaria manter sua fé viva no Senhor seu
Deus.
Por outro lado
há um passado que Deus não quer que estejamos apegados a ele. O passado de
sofrimento, pecado e julgamento. O Senhor deseja que seus filhos esqueçam. Há
cristãos que comumente estão voltando a lembrar-se do seu passado, da vida de pecados
que levavam antes de se tornarem salvos na pessoa bendita de Jesus Cristo, e se põe a falar
dele às outras pessoas. Ora, se nem mesmo Deus deseja lembrar destas coisas como diz em
sua Palavra “... porque perdoarei a sua
maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jeremias 31.34), por
que deve lembrar-se delas o crente nascido de novo? “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas
já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5.17). Portanto, neste
contexto Deus diz “Não vos lembreis das
coisas passadas. O próprio Deus através do profeta Isaías trás à memória do
povo de Judá os Seus feitos maravilhosos operados outrora na vida de seus
antepassados, (Isaías 43.16-17) e promete que irá fazer coisas maiores do que
aquelas presenciadas pelos seus pais, “Eis
que farei uma coisa nova...” (vs.19,20). Contudo, o povo de Judá deveria
esquecer as profecias de julgamento proferidas contra eles, “As coisas passadas são as profecias de
juízo anunciadas por Isaías e outros profetas (Is 42.9,21-25; 43.9,10; 46.8,9; 48.3)". (2).
Concordo que
nenhum crente ou igreja ‘viva’ do seu passado como que se as manifestações
espirituais desse tempo seja apenas uma realidade distante e impossível de
acontecer novamente. Não devemos olhar para trás com um coração cheio de
incertezas e o pensamento de ‘bons
tempos que não voltam mais’, de jeito nenhum. O fervor, a devoção, o poder
para vencer o mundo e o pecado. A santidade e as manifestações gloriosas da
igreja de tempos remotos devem-nos inspirar, provocar em nós santo temor e santo
desejo para buscarmos ao Senhor e pedir que ele derrame um grande avivamento
entre nós. Deve-nos conduzir de volta para o altar da Palavra de Deus. Mover-nos
em direção ao Senhor com maior devoção e desejo da Sua presença, “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a
vós...” (Tiago 4.8). Portanto, lembrar ou não lembrar do passado, como diz
a Palavra de Deus, dependerá do contexto no qual encontra-se uma e outra
advertência.
Pb. Junior Mendes da Silva
Pb. Junior Mendes da Silva
(1) Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro. CPAD,
1995, p.351
(2) O Novo comentário BIBLICO ANTIGO TESTAMENTO. Rio
de Janeiro. EDITORA CENTRAL GOSPEL, 2009, P.1079
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